11 tipos de e-commerce e modelos de negócio com exemplos

11 tipos de e-commerce e modelos de negócio com exemplos

Entender os diferentes tipos de e-commerce pode ser útil para quem está começando um negócio de e-commerce. Assim, você pode ter uma ideia de como será o dia a dia da operação, quais oportunidades podem surgir e para quais desafios precisa se preparar.

Continue lendo para conhecer os tipos de e-commerce e conferir exemplos de negócios que mostram como cada modelo funciona na prática.

6 tipos de e-commerce por modelo de negócio

Primeiro, vamos conhecer os principais tipos de e-commerce de acordo com quem vende para quem. Descubra o que é e-commerce.

1. Business to Business (B2B)

No modelo B2B, empresas vendem para outras empresas. Em geral, os produtos e serviços são destinados ao uso comercial, seja para aumentar a produtividade, facilitar a colaboração, atender às necessidades do escritório ou dar suporte ao processo de produção. Em muitos casos, o comprador também pode adquirir produtos em grandes quantidades para revendê-los.

Nos últimos anos, o e-commerce acelerou o crescimento do setor B2B. Isso se deve ao fato de muitas empresas estarem migrando para canais digitais para fazer negócios com clientes e parceiros.

Marketplaces B2B, como Alibaba e Amazon, também contribuíram para esse crescimento. Muitos negócios de e-commerce também têm seus próprios sites e aplicativos para facilitar as transações.

No B2B, o ciclo de vendas pode ser mais longo, durando de quatro a sete meses. As empresas costumam precisar de mais tempo para decidir se vale a pena fazer uma compra, principalmente quando o produto é essencial para suas operações.

Exemplo de Business to Business (B2B) – Slack

Captura de tela da página inicial do Slack

O Slack é um ótimo exemplo de negócio B2B. Trata-se de um software de comunicação voltado exclusivamente para empresas. Seus planos de assinatura atendem empresas de todos os portes, desde pequenas operações até grandes corporações.

2. Business to Consumer (B2C)

Uma empresa B2C vende diretamente para consumidores. Em geral, os produtos ou serviços são destinados ao uso pessoal e vão desde alimentos, roupas e camisetas até eletrônicos e serviços de streaming.

A transação pode acontecer em uma loja virtual, no site de uma empresa, em um marketplace ou em outros aplicativos web.

De acordo com a Grand View Research, o mercado global de e-commerce B2C vem crescendo de forma constante, a uma taxa anual de 7,9%. Por isso, novas startups que entrarem nesse mercado encontrarão uma demanda significativa.

Ainda assim, a concorrência pode ser intensa, principalmente em um setor saturado e dominado por grandes marcas.

Exemplo de Business to Consumer (B2C) – Function of Beauty

Captura de tela da página inicial do Function of Beauty

A Function of Beauty vende produtos de cuidados pessoais para consumidores. A marca oferece a opção de personalizar a fórmula dos produtos de acordo com as preferências de cada pessoa. Essa personalização é uma das formas que a empresa usa para se diferenciar de outros negócios B2C.

Saiba mais sobre e-commerce B2C.

3. Consumer to Consumer (C2C)

No modelo de e-commerce C2C, uma empresa oferece uma plataforma digital para que consumidores comprem e vendam entre si.

Essas plataformas podem ser marketplaces, onde as pessoas anunciam seus produtos e recebem os pagamentos pelo próprio site. Também podem funcionar como fóruns em que os usuários anunciam produtos ou serviços, mas concluem a transação pessoalmente.

O negócio gera receita cobrando taxas pela publicação de anúncios no site. Algumas plataformas também podem cobrar uma taxa de transação sempre que um vendedor conclui uma venda.

Quando bem executado, esse modelo de e-commerce pode ser bastante lucrativo. Muitas pessoas preferem vender em sites de terceiros, principalmente naqueles que têm uma grande base de usuários, como eBay e Craigslist. Além disso, começar a vender nessas plataformas pode ser mais rápido do que criar uma loja virtual.

Exemplo de Consumer to Consumer (C2C) – Facebook Marketplace

O surgimento do Facebook Marketplace

O Facebook Marketplace permite que usuários do Facebook que moram na mesma região comprem e vendam produtos entre si.

Os vendedores podem anunciar seus itens gratuitamente e precisam se encontrar pessoalmente com o comprador para concluir a transação. Nos EUA, os usuários também podem habilitar pagamentos online e envios mediante o pagamento de uma taxa de venda.

4. Consumer to Business (C2B)

No e-commerce C2B, pessoas oferecem seus talentos e habilidades para empresas. Entre os exemplos mais comuns nesse modelo estão os serviços de freelancer, o marketing de afiliados e os testes com usuários.

Assim como no C2C, as transações entre consumidores e empresas geralmente acontecem em sites de terceiros. Essas plataformas cobram uma taxa de serviço da pessoa que oferece o serviço ou da empresa contratante.

Algumas pessoas também mantêm seus próprios currículos online e os divulgam em mecanismos de busca ou redes sociais.

Exemplo de Consumer to Business (C2B) – Upwork

Captura de tela da página inicial do Upwork

O Upwork é um portal de empregos online que conecta freelancers a empresas. A plataforma cobra dos profissionais taxas de serviço que variam entre 5% e 20%, dependendo do valor faturado. Também há planos pagos para clientes que querem processar pagamentos e ter acesso a recursos adicionais de publicação de vagas.

5. Business to Administration (B2A)

Nesse tipo de e-commerce, empresas vendem ferramentas online para órgãos públicos. Em geral, esses órgãos usam os programas para gerenciar serviços, como processar solicitações de cidadãos ou manter registros oficiais.

Exemplo de Business to Administration (B2A) – OpenGov

Captura de tela do site do OpenGov

O OpenGov é um software em nuvem desenvolvido para ajudar governos municipais e estaduais em suas operações diárias. Entre os recursos estão ferramentas para gerenciar orçamentos, contabilidade, relatórios e licenciamento. Muitos órgãos da administração pública nos EUA já utilizam o aplicativo.

6. Consumer to Administration (C2A)

O modelo C2A se refere às atividades de e-commerce entre pessoas e órgãos governamentais.

Essas transações geralmente envolvem pagamentos relacionados à administração pública, como serviços de saúde, previdência social ou impostos.

Exemplo de Consumer to Administration (C2A) – EFTPS

Captura de tela do site do EFTPS

Sigla de Electronic Federal Tax Payment System (EFTPS), o site permite que cidadãos dos EUA paguem impostos online. Os usuários podem se cadastrar e agendar um pagamento com antecedência ou programar o recolhimento do imposto para o mesmo dia.

5 tipos de e-commerce por modelo de receita

Os tipos de e-commerce a seguir são classificados de acordo com a forma como o negócio opera e gera receita.

1. Dropshipping

O dropshipping permite que os negócios vendam para consumidores sem precisar cuidar da produção, do estoque ou do envio dos produtos.

Para começar um negócio de dropshipping, você trabalha com um atacadista terceirizado e divulga os produtos dele pela internet. Quando alguém faz um pedido, você avisa o fornecedor, que envia o produto ao comprador. Se a venda for concluída, você recebe uma parte dos lucros.

Esse método geralmente tem baixos custos iniciais. Para começar, basta ter um site e uma parceria com um atacadista. Você pode encontrar fornecedores em diretórios de dropshipping, como SaleHoo e Spocket.

Uma dificuldade comum, porém, é não conseguir verificar o estado do produto antes do envio ao cliente. Além disso, a concorrência pode ser acirrada para negócios que vendem produtos comuns.

Exemplo de dropshipping – Grafomap

Captura de tela da página inicial do Grafomap

A Grafomap vende impressões usando o serviço de dropshipping sob demanda da Printful. Os clientes podem encomendar mapas personalizados usando as opções de design disponíveis. Depois, a Printful produz e envia o pedido ao comprador.

2. Atacado

Um atacadista compra produtos em grandes quantidades dos fabricantes e os revende para varejistas.

Como compra em grandes volumes, o atacadista pode obter descontos do fornecedor. Para obter lucro, revende os produtos por um preço mais alto e mantém os itens em estoque até a venda.

Um negócio de atacado geralmente precisa de um armazém para estocar os produtos. As vendas podem acontecer no próprio site da empresa ou em um marketplace, como Amazon, Alibaba ou Faire.

Embora o atacado geralmente faça parte do modelo B2B, alguns fornecedores também vendem diretamente para consumidores.

Exemplo de atacado – S&S Activewear

Captura de tela da página inicial da S&S Activewear

A S&S Activewear é uma empresa atacadista que vende roupas de marca para varejistas. Ela também oferece peças sem estampas para empresas que trabalham com impressão e produzem roupas personalizadas para seus clientes.

3. Marca própria

No modelo de marca própria, um negócio trabalha com um fabricante para criar um produto que será vendido com sua marca. A empresa controla as características do produto, incluindo material, função e embalagem.

Uma das vantagens da marca própria é a possibilidade de oferecer um produto diferente dos demais disponíveis no mercado. Porém, é recomendável pesquisar o fabricante com antecedência para verificar se ele consegue atender aos requisitos do negócio.

Exemplo de marca própria – Zadiko Tea Co.

Captura de tela da loja virtual da Zadiko

A Zadiko Tea Co. é uma empresa de chá criada pelo YouTuber Zach Kornfeld. Ele trabalha com o fabricante Art of Tea para desenvolver misturas exclusivas de chá para seus produtos e usa sua própria marca nos canais de venda.

4. White label

No modelo white label, uma empresa compra uma linha de produtos já pronta de um fabricante e aplica sua própria marca antes de revendê-la.

Ao contrário da marca própria, a empresa não participa da criação do produto. Como há menos envolvimento nesse processo, a produção costuma ser mais rápida e ter um custo menor. Quando os produtos ficam prontos, a empresa os armazena em suas próprias instalações.

Assim como no dropshipping, a concorrência pode ser intensa quando o negócio vende um produto popular e de baixo valor.

Exemplo de white label – The Chocolate Gift

Captura de tela do site The Chocolate Gift

A The Chocolate Gift oferece serviços de white label para negócios que querem revender suas barras de chocolate. Os clientes podem encomendar pelo menos 240 unidades com a identidade visual da própria marca.

5. Serviço de assinatura

Nesse modelo, o negócio oferece um produto ou serviço de forma recorrente ao consumidor em troca de pagamentos periódicos, geralmente semanais, mensais ou anuais.

Os serviços de assinatura podem se enquadrar em um dos seguintes tipos:

  • Acesso. Os clientes usam uma plataforma digital premium mediante o pagamento de uma taxa recorrente. Alguns negócios oferecem acesso gratuito (freemium) com recursos limitados para que possíveis assinantes possam conhecer o serviço.
  • Curadoria. A empresa personaliza uma seleção de produtos de acordo com as preferências do comprador. Em muitos casos, a pessoa pode experimentar um item e comprá-lo caso queira ficar com ele. Se o produto não for adequado, pode devolvê-lo.
  • Reabastecimento. Esse tipo de assinatura costuma incluir produtos de consumo comprados com frequência, como alimentos. A empresa envia esses itens automaticamente ao cliente de acordo com a frequência de pedidos escolhida.

Esse modelo de e-commerce está se tornando cada vez mais popular, e mais da metade dos clientes usa vários serviços de assinatura. Entre os motivos mais citados estão a experiência personalizada, a conveniência e o custo-benefício.

Exemplo de serviço de assinatura – Trade Coffee

Captura de tela da página inicial do Trade Coffee

A Trade Coffee é um serviço de assinatura que entrega aos clientes uma seleção de grãos de café escolhida de acordo com suas preferências. Para começar, o usuário responde a um questionário no site e recebe uma recomendação de qual produto pedir. Também é possível personalizar a frequência dos pedidos ou fazer uma compra avulsa.

Conclusão

Neste artigo, vimos os diferentes tipos de e-commerce com base em quem compra e na forma como os negócios operam.

Independentemente do tipo de negócio que você pretende abrir, seja uma loja virtual de roupas ou um negócio para vender seu trabalho pela internet, os exemplos apresentados mostram como esses modelos funcionam na prática.

Confira um breve resumo dos tipos de e-commerce classificados por modelo de negócio:

  • Business to Business (B2B). Empresas que vendem para outras empresas. Um exemplo é o Slack, conhecido software de comunicação empresarial.
  • Business to Consumer (B2C). Empresas que vendem para consumidores que usam os produtos ou serviços para fins pessoais. É o modelo de negócio mais conhecido.
  • Consumer to Consumer (C2C). Negócios que oferecem uma plataforma para consumidores comprarem e venderem entre si.
  • Consumer to Business (C2B). Assim como no C2C, as transações podem acontecer em plataformas que conectam empresas a freelancers ou outras pessoas que oferecem serviços específicos.
  • Business to Administration (B2A). Empresas que oferecem produtos ou serviços para órgãos governamentais.
  • Consumer to Administration (C2A). Transações online realizadas entre consumidores e órgãos governamentais.

Agora, veja um resumo dos tipos de e-commerce classificados por modelo de receita:

  • Dropshipping. Lojas virtuais que trabalham com fornecedores terceirizados, responsáveis pelo estoque e pelo envio dos produtos ao consumidor.
  • Atacado. Negócios que compram produtos em grandes quantidades e os revendem para varejistas.
  • Marca própria. Empresas que trabalham com fabricantes para criar produtos personalizados e vendê-los com a própria marca.
  • White label. A empresa compra uma linha de produtos já pronta de um fabricante, aplica sua própria marca e depois a revende.
  • Serviço de assinatura. Negócios que recebem pagamentos recorrentes em troca do fornecimento regular de produtos ou serviços aos clientes.

Esperamos que conhecer os diferentes modelos de negócio de e-commerce ajude você a começar seu próprio negócio. Se tiver outras dúvidas ou sugestões, deixe um comentário abaixo.

Perguntas frequentes sobre modelos de negócio de e-commerce

O e-commerce é uma estratégia de negócio viável?

Sim. Em 2021, 27% da população mundial fez compras online para atender às próprias necessidades. Além disso, 40,3% dos compradores online reduziram as visitas às lojas físicas por causa da COVID-19. Na época, a previsão era que as vendas do varejo online em todo o mundo chegassem a US$ 5,4 trilhões até 2022.

Posso começar um negócio online sem orçamento?

Tecnicamente, sim. Algumas plataformas de e-commerce oferecem acesso e serviços gratuitos. Também existem empresas de hospedagem e registradores de domínio que oferecem hospedagem de sites e domínios grátis. No entanto, essas opções gratuitas não são ideais, pois costumam ter recursos limitados e menos recursos de segurança, além de frequentemente exibirem anúncios.

Quais são as melhores plataformas de e-commerce para iniciantes?

Algumas das melhores plataformas de e-commerce para iniciantes incluem:
PrestaShop – uma plataforma de e-commerce freemium e de código aberto com vários módulos.
WooCommerce – um plugin de e-commerce popular para WordPress.
Shopify – conhecida por oferecer templates de alta qualidade.
Volusion – uma ótima plataforma para dropshipping.

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Faradilla, mais conhecida como Ninda, tem 10 anos de experiência como linguista e 5 anos como Especialista em Marketing de Conteúdo na Hostinger. Ela gosta de acompanhar as tendências em tecnologia e de ajudar as pessoas a resolver seus problemas. No tempo livre, Ninda gosta de estudar idiomas e ciências da vida, além de assistir a vídeos de animais. Conecte-se com ela no LinkedIn.

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