Jan 19, 2026
Bruno S.
7min de leitura
O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais populares do mundo, conhecida pela facilidade de uso, estabilidade e forte suporte da comunidade. Ele está disponível em duas versões principais: Ubuntu Desktop e Ubuntu Server. Embora compartilhem a mesma base, cada uma foi pensada para usos bem diferentes.
A escolha entre Ubuntu Server ou Desktop vai muito além de gosto pessoal. Ela depende do que você pretende fazer com o sistema. Seja para configurar um VPS, rodar serviços em nuvem ou desenvolver aplicações localmente, este guia vai ajudar você a entender qual versão faz mais sentido para o seu objetivo.
O Ubuntu Desktop é a versão que a maioria das pessoas tem em mente quando ouve falar em Ubuntu. Ele vem com uma interface gráfica de usuário (GUI) completa e foi projetado para ser fácil de usar, inclusive para quem está começando no Linux.

Essa versão já inclui aplicativos padrão como navegador de internet, cliente de e-mail, reprodutor de mídia e ferramentas de escritório. Por isso, funciona muito bem para tarefas do dia a dia, tanto em casa quanto no ambiente de trabalho.
O Ubuntu Desktop também é uma boa opção para desenvolvedores que querem programar e testar aplicações localmente em um ambiente parecido com o de produção. Embora não seja tão enxuto quanto o Ubuntu Server, sua flexibilidade faz dele uma escolha sólida para uso geral.
O Ubuntu Server é a versão enxuta e sem interface gráfica do Ubuntu, desenvolvida especificamente para ambientes de servidor. Diferente do Ubuntu Desktop, ele funciona sem GUI, o que reduz o consumo de recursos e melhora o desempenho — algo essencial em VPS, servidores dedicados ou cenários onde eficiência é prioridade.

Em vez de aplicativos de desktop, o Ubuntu Server inclui ferramentas de linha de comando e pacotes de servidor para tarefas como executar servidores web, gerenciar bancos de dados e alimentar serviços de back-end em infraestrutura local e em nuvem. Os componentes mais utilizados incluem Apache, Nginx, MySQL e Docker.
Se a ideia é configurar um VPS ou manter um ambiente de produção estável, o Ubuntu Server foi feito exatamente para isso.
Embora o Ubuntu Server e o Ubuntu Desktop compartilhem o mesmo sistema operacional base e o mesmo gerenciador de pacotes, eles se diferenciam em pontos importantes, como interface gráfica, requisitos de hardware, softwares incluídos e processo de instalação. A seguir, veja essas diferenças em detalhes.
Interface gráfica (GUI)
A diferença mais visível está na forma de interação com o sistema. O Ubuntu Desktop conta com uma interface gráfica completa, com janelas, menus e uso do mouse. Isso torna a experiência mais familiar para quem já está acostumado com sistemas como Windows ou macOS. Gerenciar arquivos, ajustar configurações ou abrir aplicativos é algo totalmente visual e intuitivo.
Já o Ubuntu Server funciona, por padrão, sem interface gráfica. Ele é um sistema headless, em que todas as tarefas — como instalar softwares, configurar o sistema e gerenciar usuários — são feitas pelo terminal.
Apesar de parecer mais complexo no início, isso é uma grande vantagem em ambientes de servidor. Sem a camada gráfica, o sistema consome menos recursos, inicia mais rápido e reduz riscos ligados a falhas ou vulnerabilidades da GUI.
Esse modelo é ideal para acesso remoto via SSH, especialmente em VPS e ambientes em nuvem, onde uma interface gráfica não é necessária e pode até atrapalhar o desempenho.
Requisitos de hardware
Por incluir interface gráfica e aplicativos de uso diário, o Ubuntu Desktop exige mais recursos. Em geral, funciona melhor com pelo menos 4 GB de RAM, cerca de 25 GB de espaço em disco e um processador relativamente moderno. Em computadores pessoais isso não costuma ser um problema, mas em servidores pode ser um uso excessivo de recursos.
O Ubuntu Server é bem mais leve. Sem GUI e com menos processos em segundo plano, ele pode rodar com algo em torno de 512 MB de RAM, o que o torna ideal para VPS, infraestrutura em nuvem, dispositivos IoT e até hardware mais antigo. Esse design enxuto permite que mais recursos fiquem disponíveis para aplicações como servidores web, bancos de dados e containers.
Softwares pré-instalados
O Ubuntu Desktop já vem pronto para uso cotidiano, com aplicativos como Firefox, LibreOffice, reprodutores de mídia e ferramentas para produtividade, conectividade e gerenciamento de arquivos.
O Ubuntu Server, por outro lado, instala apenas o essencial. Ele inclui utilitários básicos do sistema e ferramentas de rede, deixando para o usuário a decisão de quais serviços adicionar. Isso pode incluir Apache ou Nginx para hospedagem de sites, MySQL ou PostgreSQL para bancos de dados, além de Docker ou Kubernetes para containers. Esse modelo mantém o sistema mais limpo, focado e seguro.
Processo de instalação
Instalar o Ubuntu Desktop é simples e fácil para iniciantes. O instalador é gráfico e guia o usuário passo a passo, desde o particionamento do disco até a criação de contas, sem exigir conhecimento prévio de linha de comando.

Já o Ubuntu Server utiliza um instalador baseado em terminal. Ele pode parecer mais técnico, mas oferece maior controle sobre configurações específicas de servidor, permitindo escolher serviços e ajustar detalhes desde o início.

Com a hospedagem VPS da Hostinger, é possível instalar o Ubuntu Server usando templates pré-configurados, com poucos cliques e sem precisar lidar com configurações manuais ou comandos avançados.

Apesar de atenderem a objetivos diferentes, Ubuntu Desktop e Ubuntu Server são, na prática, o mesmo sistema operacional e compartilham a mesma base.
Gerenciador de pacotes APT
As duas versões usam o APT como gerenciador de pacotes e acessam os mesmos repositórios oficiais do Ubuntu. Isso significa que a instalação, atualização e remoção de softwares funcionam da mesma forma tanto no Ubuntu Server quanto no Ubuntu Desktop.
Arquitetura baseada em Debian
Por trás dos bastidores, ambas as versões são baseadas na arquitetura Debian e mantidas pela Canonical. Isso garante suporte de longo prazo, atualizações de segurança frequentes e maior estabilidade, especialmente quando comparado a distribuições menos conhecidas ou com ciclos de manutenção mais curtos.
Utilitários essenciais
No uso diário, Ubuntu Desktop e Server compartilham os mesmos utilitários fundamentais — como o shell Bash, ferramentas de rede, systemd e comandos de gerenciamento de usuários. Esse núcleo comum facilita a transição entre desenvolvimento local no Ubuntu Desktop e a publicação do código em um ambiente de servidor, sem surpresas ou mudanças bruscas.
O Ubuntu Desktop é mais indicado para uso pessoal, trabalho de escritório, desenvolvimento e educação. A presença da interface gráfica reduz bastante a curva de aprendizado, o que torna o sistema mais acessível para quem está começando no Linux.
No dia a dia, ele lida sem esforço com tarefas comuns como streaming de vídeo, chamadas por videoconferência, organização de arquivos e uso de serviços de armazenamento em nuvem. Além disso, tem ampla compatibilidade com diferentes hardwares e periféricos, funcionando muito bem como alternativa ao Windows ou macOS em notebooks e computadores de mesa.
O Ubuntu Desktop também é bastante utilizado em escolas e universidades para o ensino de programação, cibersegurança e fundamentos de TI. Ferramentas como VS Code, Python e o terminal já estão facilmente disponíveis, o que facilita o aprendizado tanto para alunos quanto para professores. Por ser gratuito, acaba sendo uma escolha estratégica para instituições educacionais que dependem de orçamentos mais limitados.
Para desenvolvedores, o Ubuntu Desktop oferece um ambiente visual que facilita a instalação de IDEs como Eclipse, IntelliJ e Visual Studio Code, o uso de sistemas de versionamento como Git e a criação de ambientes locais com Docker ou máquinas virtuais.
A interface gráfica simplifica tarefas como gerenciamento de arquivos e instalação de pacotes, sem limitar o acesso ao sistema Linux por baixo dos panos para quem precisa de configurações mais avançadas.
Seja você estudante, usuário casual, profissional remoto ou desenvolvedor, o Ubuntu Desktop entrega uma plataforma estável, segura e flexível, pensada para produtividade e aprendizado.
O Ubuntu Server foi criado para cenários em que desempenho, estabilidade e eficiência não são opcionais. Ele é a escolha certa para rodar servidores web, bancos de dados, servidores de arquivos e aplicações modernas voltadas para nuvem.
Como funciona sem interface gráfica, o sistema consome menos recursos e libera mais CPU, memória e armazenamento para as cargas de trabalho realmente importantes. Isso faz do Ubuntu Server uma opção ideal para gerenciamento de VPS, instâncias em nuvem, containers e servidores bare metal, onde cada recurso conta.
Ele também é amplamente usado como base para Docker, Kubernetes e arquiteturas serverless em ambientes de nuvem. Plataformas como AWS, Google Cloud e Azure utilizam Ubuntu Server para sustentar microserviços, aplicações web, APIs REST e infraestruturas de backend escaláveis.
No contexto empresarial, o Ubuntu Server é comum em sistemas de ERP, bancos de dados internos, servidores de e-mail, armazenamento centralizado de arquivos e nuvens privadas com OpenStack. É uma plataforma confiável para empresas que exigem alta disponibilidade, segurança e capacidade de crescimento, seja para processar milhares de transações por segundo ou manter ferramentas internas críticas.
Em resumo, o Ubuntu Server oferece controle total, suporte de longo prazo e acesso a um vasto ecossistema de software open-source — tornando-se uma escolha sólida tanto para projetos pequenos quanto para infraestruturas em escala global.
O Ubuntu Server foi feito para trabalho sério. Ele é leve, rápido e otimizado para cargas de servidor, o que o torna ideal para hospedar sites, gerenciar bancos de dados e executar serviços de backend. Sem o peso de uma interface gráfica, mais CPU e memória ficam disponíveis para o que realmente importa.
Se você usa os serviços de VPS da Hostinger, o Ubuntu Server se encaixa perfeitamente nesse cenário. Ele inicializa rápido, escala com facilidade e aproveita melhor os recursos contratados. O resultado é mais desempenho e menos sobrecarga — uma escolha prática para desenvolvedores, administradores de sistemas e pequenos negócios que precisam de estabilidade e eficiência ao decidir entre ubuntu server ou desktop.
A escolha entre Ubuntu Server ou Desktop depende diretamente do seu objetivo. O Ubuntu Desktop é uma ótima opção para quem precisa de um sistema amigável para tarefas do dia a dia ou para desenvolvimento local com interface gráfica. Já se a sua intenção é hospedar sites, gerenciar bancos de dados ou implantar serviços na nuvem, o Ubuntu Server entrega o desempenho, a eficiência e a flexibilidade que esse tipo de ambiente exige.
Pronto para tirar seu projeto do papel? Instale o Ubuntu Server em um VPS da Hostinger e aproveite todo o potencial da sua infraestrutura.
A principal diferença está na interface. O Ubuntu Desktop inclui uma interface gráfica, enquanto o Ubuntu Server funciona sem GUI e é gerenciado pelo terminal. A versão Desktop vem com aplicativos prontos para uso geral, enquanto o Server é mais enxuto, focado em desempenho e voltado para serviços de backend e infraestrutura.
O Ubuntu Server é a melhor escolha para hospedagem. Ele é leve, eficiente e projetado para rodar aplicações de servidor como Apache, Nginx e bancos de dados. Sem interface gráfica, consome menos recursos, o que o torna ideal para VPS e ambientes de produção onde estabilidade e performance são essenciais.
Por padrão, não. O Ubuntu Server é um sistema headless, pensado para ser administrado via linha de comando ou ferramentas remotas como SSH. Até é possível instalar uma interface gráfica manualmente, mas isso aumenta o consumo de recursos e vai contra a proposta minimalista da versão Server.
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